TRABALHADORES DE HOTÉIS E SIMILARES DE SALVADOR ESTÃO EM GREVE HÁ QUASE DOIS MESES

 

   Os trabalhadores de hotéis, restaurantes, bares e similares de Salvador-Bahia estão há mais de um ano sem reajuste salarial, há quase dois meses em greve, a proposta de pauta para a Convenção Coletiva de Trabalho foi enviada para o sindicato patronal em outubro de 2015, a primeira rodada de negociação ocorreu em janeiro de 2016, mês da data base, diversas reuniões ocorreram durante vários meses e o máximo que os patrões ofereceram foram 3% de reajuste, sendo que a inflação foi mais de 11%. Essa distorção é desproporcional e o trabalhador está durante todo este período arcando com essa diferença quando paga a alimentação da família e os gastos com água, energia, moradia, transporte entre outras necessidades básicas para sobreviver com dignidade!

    O presidente do SindhotéiS, José Ramos, entende que falta compreensão e sobra intransigência dos patrões para atender às reivindicações da categoria, “exigimos coerência do sindicato patronal para oferecer um valor que atenda as demandas da categoria, 3% é inaceitável e os trabalhadores já deixaram esta posição registrada em assembleia. Vamos continuar na luta até que as nossas reivindicações sejam compreendidas. É uma vergonha essa situação! O que pedimos é apenas a nossa reposição salarial referente ao ano de 2015 para conseguir manter nossas famílias de acordo com o custo de vida de nossa cidade”.

   Desde que a greve foi decretada em assembleia realizada no dia 11 de junho, que os trabalhadores da categoria estão mobilizados com faixas, camisas, carro de som, informativos, bandeiras, apitos, cornetas e muita coragem, em hotéis, bares, restaurantes e demais estabelecimentos onde está presente a categoria representada pelo sindicato, com o intuito de chamar atenção para a grave situação.

   “Não podemos ser coagidos ou intimidados pelos patrões. Somos protegidos pela Lei 7.783/89 (lei de greve), por isso, não temos medo de lutar, a greve é a última e mais forte ferramenta de luta de uma categoria. Por isso vamos usá-la até que os nossos patrões compreendam que trabalhador bem remunerado e satisfeito é o que faz com que o turista sempre retorne a nossa cidade e com isso todos saem ganhando”, ressalta Ramos.